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Dogia

Como dividir as contas do casal: meio a meio ou proporcional?

Não existe divisão certa. Existe a que os dois acham justa — e quase sempre a briga vem de nunca ter conversado sobre qual é.

Atualizado em 12 de outubro de 2026

Os três jeitos

  • Meio a meio. O total das contas dividido por dois. Cada um paga a mesma quantia.
  • Proporcional à renda. Cada um paga a mesma fatia que tem na renda da casa. Quem ganha mais paga mais, em reais; em esforço, os dois pagam igual.
  • Tudo junto. As rendas caem num lugar só e as contas saem de lá. Não há divisão a fazer — há um combinado sobre quanto cada um pode gastar sem perguntar.

A mesma casa, nas duas contas

Um casal em que uma pessoa recebe R$ 6.000 e a outra R$ 4.000, com R$ 3.000 de contas da casa por mês:

 Recebe R$ 6.000Recebe R$ 4.000
Meio a meio: pagaR$ 1.500R$ 1.500
Meio a meio: sobraR$ 4.500R$ 2.500
Proporcional: pagaR$ 1.800 (60%)R$ 1.200 (40%)
Proporcional: sobraR$ 4.200R$ 2.800

No meio a meio, as contas levam 25% da renda de um e 37,5% da renda do outro. No proporcional, levam 30% da renda dos dois. A diferença entre os dois jeitos, aqui, é de R$ 300 por mês — pouco para quem ganha mais, bastante para quem ganha menos.

Para fazer a conta com os números de vocês, use o divisor de contas do casal. É grátis, não pede cadastro e manda o resultado no WhatsApp.

Quando cada um faz sentido

Meio a meio funciona quando as rendas são parecidas, ou quando os dois preferem a simplicidade a qualquer ajuste. Com renda muito diferente, costuma virar um peso para um lado só: a mesma conta que para um é detalhe, para o outro é o mês inteiro apertado.

Proporcional funciona quando há diferença de renda e o casal quer que os dois cheguem ao fim do mês com folga parecida. Pede uma coisa que o meio a meio não pede: os dois saberem quanto o outro ganha.

Tudo junto funciona quando o casal já pensa o dinheiro como um só — em geral com filhos, ou com um dos dois sem renda por um tempo. O risco é ninguém ter um dinheiro que não precise explicar. Vale combinar uma quantia livre para cada um.

O que combinar antes de escolher

  1. O que é conta da casa. Aluguel e mercado, ninguém discute. E a academia de um? A assinatura que só o outro usa? Liste antes.
  2. Renda líquida, não bruta. A proporção só é justa sobre o que de fato cai na conta.
  3. Quando rever. Aumento, mudança de emprego, um mês sem renda: o combinado precisa de uma data para ser conversado de novo, senão fica velho sem ninguém avisar.
  4. Como acompanhar. Combinar é a parte fácil. O que desgasta é chegar no dia 20 sem saber quem já pagou o quê.

Onde o Dogia entra

O Dogia não decide a divisão por vocês, e não faz o acerto de quem deve quanto a quem. O que ele faz é a parte de acompanhar: cada pessoa lança o que gastou, e o grupo familiar mostra quanto cada um pôs na casa no mês, separando o que é fixo do que é variável.

Cada um edita só o que lançou, e o que for pessoal fica fora do grupo. É de graça para as duas pessoas.

Perguntas frequentes

Qual a forma mais justa de dividir as contas do casal?
Depende da diferença de renda. Com rendas parecidas, meio a meio é simples e justo. Com rendas diferentes, a divisão proporcional faz as contas pesarem igual no bolso dos dois, que é o que a maioria dos casais entende por justo.
Como calcular a divisão proporcional?
Some as duas rendas líquidas. Divida a renda de cada um por essa soma: o resultado é a fatia de cada um. Multiplique o total das contas por essa fatia. Com rendas de R$ 6.000 e R$ 4.000, as fatias são 60% e 40%.
E quando um dos dois não tem renda?
A divisão proporcional deixa de fazer sentido, porque uma das fatias é zero. Nesse caso o mais comum é tratar a renda como da casa e combinar uma quantia livre para cada um.
Gasto pessoal entra na divisão?
Em geral não. O que se divide é o que os dois usam: moradia, mercado, contas de consumo. O que é de uma pessoa só fica com ela, e é melhor listar isso antes do que discutir caso a caso.